AS FRONTEIRAS DA LINGUAGEM MINIMALISTA, by Ponto Eletrônico

De uns tempos pra cá, as mesas de bar ganharam uma nova pauta: “o que esse emoji significa?”.

 Alguns alcançam a unanimidade e o consenso geral; outros, geram discussões intermináveis.

Desde disputas entre qual é o coraçãozinho mais apaixonado até desvendar símbolos enigmáticos, aqueles símbolos se fazem mais presentes do que nunca no nosso cotidiano. Por muitas vezes, resumem ou expressam alguns sentimentos de forma singular e que nenhuma frase conseguiria alcançar. Mas por que eles são tão importantes atualmente?

Uma olhada rápida no dicionário é suficiente para entender a complexidade do termo “síntese”. Apesar diversos significados, seja na literatura, na química ou na filosofia, uma das principais definições diz “Agrupamento de elementos concretos ou abstratos em um todo que os resume.”. A dificuldade de síntese é um empecilho da comunicação de qualidade – é só pensar naquele seu tio prolixo no almoço de domingo. Ao mesmo tempo, a habilidade de sintetizar é importante e, por muitas vezes, fundamental para o entendimento da mensagem a ser transmitida.

“No mundo de hoje, hiper ocupado, conectado e plural, a comunicação minimalista ocupa um espaço cada vez maior, desde o fenômeno cultural dos emojis à preferência por mensagens de texto no lugar de ligações telefônicas. Vivemos numa lógica comunicacional que carrega a compressão do máximo de significado em um mínimo de representação simbólica.”

Esse trecho é do excelente artigo da autora Sophie Secaf no Ponto Eletrônico, plataforma da Box1824 que acompanhamos de muito perto, com os seus artigos e reflexões sobre o futuro, através de tendências, cultura, comportamento e consumo.

Hoje em dia, saber sintetizar é mais que uma habilidade admirável: é uma necessidade. Somos expostos a uma quantidade inédita de informações por minuto. Uma comunicação rápida e eficiente e direta ao ponto se tornou hábito de todos, de uma forma quase espontânea. E a pergunta feita lá no início se repete: por que os emojis são tão importantes? Por que usamos e abusamos dessa comunicação minimalista?

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