Mais uma edição, mais transformação

O Street Store DF organizou, em maio, o evento que tem como objetivo montar um shopping aberto para que pessoas em vulnerabilidade social escolham o que querem e não paguem por isso. Na décima edição, além da loja, outras duas frentes foram trabalhadas: a assistência social e cultural. As roupas foram dispostas para lembrar um shopping de verdade, divididas nas seções feminina, masculina e infantil, com os voluntários prontos para ajudar.

Graças a parceiros que acreditam no projeto, o evento contou com salão itinerante, shows de artistas de diversos gêneros musicais, recreação infantil e personagens fantasiados de super heróis e princesas. Outro ponto alto foi o estúdio montado pelo fotógrafo Marcelo Veras e voluntários, que tiravam fotos dos participantes com a família e amigos e revelavam na hora.

Também foi montada uma praça de alimentação com foodtrucks que ofereceram massas, hambúrguer, crepe e hotdog. Com uma pegada limpa e consciente, o Copos Eco entrou como parceiro e evitou, apenas neste evento, o desperdício de 2.000 descartáveis.

Os integrantes da banda Scalene são padrinhos do evento; Gustavo e o Tomas Bertoni marcaram presença no evento, assim com a influencer Titi Müller. A décima edição foi um marco do crescimento do projeto, que agora conta com mais voluntários e com uma rede que o possibilita ajudar mais pessoas: a primeira edição teve 300 beneficiados e a décima 1500.

O relacionamento com a DOBE começou na 8ª edição, realizada no Itapoã, e continua forte. O projeto e a marca possuem uma afinidade de propósitos, além de acreditarem na filosofia “menos é mais” de um consumo consciente e uma moda colaborativa. A sinergia de valores e a vontade de gerar impacto social relevante mantém essa parceria. Que venham as próxima edições!

 

Da esquerda para direita – Luara, Ruth e Jamile, voluntárias do Street Store. Foto: Fernanda Coutinho

Moda x Meio Ambiente

A moda, que por muitos é vista como uma ferramenta de expressão, é na verdade uma grande indústria que emprega mais de 60 milhões de pessoas ao redor do mundo. No Brasil, a indústria têxtil é a segunda maior geradora de emprego, perdendo apenas para o setor de alimentos e bebidas, faturando um total de US$ 51 bilhões, segundos dados da Abit – Associação Brasileira da Indústria Têxtil e Confecção.

Um lucro tão alto acompanha um alto impacto ambiental: uma plantação de algodão, por exemplo, requer tanta água que uma simples camiseta branca necessita de 2000 litros para ser produzida. Segundo relatório da Fundação Ellen MacCarthur sobre o tema, a produção de moda gera atualmente 1,2 bilhões de toneladas de gases de efeito estufa por ano.

A Fundação Ellen MacCarthur é uma instituição que visa incentivar a economia circular, filosofia que também baseia a DOBE. A economia circular tem como objetivo minimizar o impacto humano no meio ambiente, substituindo o processo produtivo linear pelo processo circular, onde os resíduos são insumos para a produção de novos produtos.

O conceito de reaproveitamento e a busca pela redução do impacto ambiental é uma premissa para todas as marcas que querem se manter no mercado, já que a veia sustentável não é mais um diferencial e sim uma obrigação. A DOBE se firma neste segmento através do upcycling e da criação de tecidos tecnológicos/sustentáveis, como o feito a partir de garrafa pet da camiseta Designing Freedom. Nós estamos fazendo nossa parte, e você?

 

Women’s Entrepreneurship Day

No dia 19 de novembro é celebrado ao redor do globo o Dia do Empreendedorismo Feminino. Essa data é importante pois celebra, divulga e incentiva a inserção de mulheres no mercado de trabalho e na ocupação de cargo de liderança.

É uma data que celebra mulheres que não se limitaram e conquistaram lugares de destaque; mulheres que comandam empresas próprias; mulheres transformam seu conhecimento e sua garra em seu diferencial.

Infelizmente, sabemos que muitas mulheres ainda não tem oportunidades de galgar seu lugar, por isso iniciativas como a WED Brazil são tão importantes: presente em 145 países, empodera e apoia mulheres nos negócios para reduzir a pobreza global.

No dia 13 de novembro, a ONG organizou o evento WEDO e a DOBE entrou como parceira, assim como a Embaixada dos Estados Unidos, a agência criativa 5561 BrandBoutique, o centro auditivo Maximus, entre outros.

Foram celebradas as histórias e trajetórias de mulheres como Alessandra Del Debbio, VP Jurídica da Microsoft, e Ana Fontes, fundadora e presidente da maior rede de apoio ao empreendedorismo feminino no Brasil.

A WED Brazil também apresentou o ViraVida, escolhido como projeto que receberá apoio da ONG para continuar mudando a realidade de tantas meninas do Distrito Federal.

Iniciativas para celebrar e se orgulhar!

 

Foto: Adauto Menezes

Reconectar

A revolução informacional trouxe inúmeros avanços para a sociedade moderna, mas também alterou drasticamente nosso modo de vida: nós estamos cada vez mais apressados, mais estressados e, consequentemente, mais doentes. A busca pelo foco e pela calma está transformando a meditação em uma prática comum.

Entre os benefícios da meditação, podemos listar a redução do estresse, aumento da felicidade e do bom humor, melhora na qualidade do sono e redução do risco de doenças crônicas.

A DOBE, com sua filosofia ‘menos é mais’, acredita que atividades como a meditação devem ser incorporadas ao dia a dia, afinal nosso cérebro é o nosso centro e apenas com a mente limpa somos capazes de sermos nossas melhores versões e de atingirmos nosso maior potencial.

Se meditar ainda parece algo distante, a DOBE indica:

 

  • App “Headspace”: O aplicativo, grátis nos primeiros 30 dias, te guia na prática da meditação. O narrador dá dicas e te introduz ao universo do mindfullness.

Disponível na Apple Store e no Google Play.

 

 

  • Playlists e podcasts: O Spotify possui diversas playlists prontas com sons relaxantes e próprios para ajudar na técnica de relaxamento. Existem também podcasts sobre o assunto, valendo ressaltar o “Medita!”, totalmente desenvolvido no Brasil que oferece meditações guiadas, mantras e reflexões.

Acesse a playlist aqui.

Agentes da mudança

O ano era 2014, o local a Cidado do Cabo, na África do Sul e o protagonista o projeto Street Store. Com a ideia de criar uma loja a céu aberto para que as pessoas encontrassem roupas e sapatos, o Street Store organizou um evento em que as pessoas em situação de rua escolhessem o que quisessem e não pagassem por isso. Em apenas um dia de evento, 3.500 pessoas foram amparadas.

Vídeo sobre o projeto:

A ação virou movimento e atravessou fronteiras: são mais de 700 lojas pelo mundo. O Distrito Federal é um entre tantos outros que estão fazendo a diferença e lutando por uma sociedade menos desigual. Os números são gigantes: 3.240 pessoas atendidas desde 2015; 13,5 toneladas de doações (entre roupas, sapatos, brinquedos e cobertores); 370 voluntários; 50 parceiros do setor privado apoiando o projeto.

A primeira ação desenvolvida na capital foi em 2015, no Recanto das Emas. Devido ao sucesso, a equipe organizadora decidiu tocar o projeto e atender outras comunidades do DF. Para suprir outras necessidades, o time do Street Store buscou acrescentar uma equipe de assistência e incentivar a educação e cultura. São oferecidos serviços de beleza, alimentação, saúde, pocket shows, mediação de leitura e oficina sustentável, onde são ensinadas as práticas do plantio e da compostagem.

A DOBE se orgulha de poder participar de um projeto tão grande e importante. Acreditamos em todos que procuram olhar além e se dispõem a ser agentes da mudança. Estamos apoiando a 8ª edição do evento, que desta vez beneficiará a comunidade do Itapoã.  Com atividades de assistência, educação e cultura, além da loja solidária, a edição acontecerá no dia 10 de novembro, das 15h às 18h, no CEF Dra. Zilda Arns.

Para mais informação sobre o projeto e suas ações, acesse: o site, a página do facebook, o instagram  ou o twitter

Com propósito

Se concentrar no que é importante, promover o consumo consciente e desenvolver a economia local. A DOBE aplica seus traços em tudo o que produz e nada mais natural que procurar parceiros com filosofias semelhantes, como aconteceu com o Pano Social.

O projeto Pano Social, criado produtora de moda Natacha Barros e pelo designer Gerfried Gaulhofer, tem como foco a responsabilidade socioambiental e produz roupas, uniformes e acessórios com matéria prima ecológica e processos produtivos sustentáveis, empregando ex-detentos como uma ressocialização e diminuição da reincidência criminal.

‘‘Sustentabilidade é questão de sobrevivência. É ultrapassado olhar e vestir moda sem a percepção que a maior tendência é a essência. Acreditamos que cada movimento nosso, o que usamos e comercializamos são responsabilidade nossa. Nossos hábitos e costumes ditam nossas crenças. Nosso destino está interconectado com todos os outros. Sabemos a marca que estampamos no mundo.’’

A DOBE se uniu ao projeto para desenvolver as peças da coleção cápsula Astrologia e se orgulha de ter participado de uma iniciativa tão especial e com tanto potencial de crescimento. Para entender mais sobre o projeto, assista: 

A moda em ciclo

A vida útil de um produto se dava de forma linear, do momento em que era produzido, à sua compra e então descarte. O consumo humano, principalmente no que se refere à Moda, seguia esse padrão.

Assim, a quantidade de matérias-prima, energia e recursos necessários para manter esse tipo de cadeia produtiva apenas crescia, junto com o seu desperdício. Um processo de desequilíbrio que destrói os recursos naturais.

A insustentabilidade e os danos desse modelo hoje  estão sendo deixados para trás, graças a iniciativas das chamadas Economia Verde e Economia Circular. Uma dessas práticas que já está sendo utilizada por empresas do ramo da Moda é o upcyclingO termo se refere à transformação de um produto já produzido em algo novo, muitas vezes com novo propósito e valor.

Diferente do processo de reciclagem, o upcycling é realizado sem processos químicos e reduz o consumo de novas matérias-primas, de energia e da poluição da água e do ar. O processo se torna mais sustentável que a própria reciclagem.

A Moda que sempre é ressignificada e caminha por tendências, hoje, mais do que nunca atua como agente transformador frente a essas e outras práticas sustentáveis que podem ser incorporadas na vida cotidiana.

As marcas que incorporam a prática do upcycling dão continuidade ao ciclo de seus produtos e afirmam a sua capacidade de inovação ao aproveitar “antigos” produtos para a criação de novos. Repensar o design, a produção e a forma de consumo não é apenas uma tendência, e sim uma emergência para com o nosso planeta.

A que todo mundo veste

A camiseta branca mora em todos os guarda roupas e a maioria das pessoas nem imagina como ela chegou lá. Bom, elas sabem onde compraram a peça, mas não porque o básico dos básicos é vendido em diferentes versões, tamanhos e estilos em praticamente todas as lojas do mundo.

Tudo começou com os macacões que operários das fábricas nova-iorquinas usavam, por baixo da roupa de trabalho, para se aquecer no inverno. No verão, sem tanta utilidade, a peça foi cortada em duas e a parte superior passou a servir como uma “segunda pele”, sendo usada por baixo do uniforme.

Por volta do ano de 1905, a Marinha dos EUA permitiu aos marinheiros  que trabalhavam nas máquinas usar apenas uma peça, a camiseta de baixo, para se sentirem mais confortáveis e trabalhar melhor. Com as guerras, os uniformes dos militares serviram de referência para diversas tendências que são revisitadas até hoje.

Um séculos depois, o conforto continua ditando as escolhas do vestuário e a camiseta branca representa isso perfeitamente: é simples, descomplicada e fácil de combinar. Versatilidade é outra característica da peça, que serve tanto para o ambiente de trabalho quanto para o street wear, basta saber o que combinar. Já escolheu a sua?

White T coleção Terra

Gender fluid: o descategorizar

Já te chamou atenção os e-commerces que começaram a tirar a divisão de produtos em masculino e feminino? Ou os que criaram uma terceira divisão que varia entre “agênero”, “sem gênero” ou “gênero fluido”? Isso é resultado da discussão sobre sexualidade e gênero na moda e seu forte impacto.

Por volta de 2014/2015, apareceram looks nas passarelas das semanas de moda internacionais e nacionais que transitavam entre as duas categorias a que sempre fomos acostumados. Começou a tentativa de quebrar a separação das fashion weeks e seus desfiles em feminino e masculino.

O gênero fluido é alguém cuja identidade sexual é variável, podendo passar do masculino ao feminino até o gênero neutro. A moda entendeu a importância de atender essas pessoas, fornecendo roupas que as permitam ser exatamente quem elas são e, principalmente, quem elas querem ser.  

É por isso que a DOBE rompeu com a categorização e passou desenvolver produtos específicos para as novas necessidades. Foram criadas modelagens para se adaptar ao corpo de quem as veste. Afinal, peças genderfluid não são sinônimos de shapes largos e sem muita forma ou estrutura, e sim de versatilidade, fluidez e, acima de tudo, livre de padrões.

O que começou a ganhar atenção a quatro anos atrás já resultou em grandes mudança. Descategorizar is the new black. A DOBE espera que não só a moda, mas o mundo, esteja aberto para discussão, transformação e, o mais importante, aceitação.

Gabi Constantino com look DOBE gender free

COR OU PRETO E BRANCO? RAZÕES DE UMA ESCOLHA by Revista Zum

Quantas fotos você tirou hoje com o seu celular?

Mais do que nunca, é raro passar 24 horas do dia sem ter registrado nenhum momento, seja o almoço em um lugar especial ou o lanche rápido de todos os dias na lanchonete. Com uma câmera ao alcance da mão, todos os momentos passaram a merecer a eternidade capturada por um clique.

O termo “selfie” foi eleito a palavra do não pela Oxford em 2013, mesmo ano em que as vendas de smartphones superaram a quantidade de celulares “normais” vendidos pela primeira vez. Cinco anos depois, somos capazes de evidenciar esse movimento ainda mais forte Além da óbvia facilidade na comunicação e na possibilidade de acesso imediato a tudo que acontece no mundo, a quantidade significativa de celulares nos faz pensar em outras consequências dessa democratização, nas mais diversas áreas do conhecimento.  

Na hora de postar as melhores fotos do dia, como escolher? E no meio da grande quantidade de fotos visualizadas, por que algumas chamam mais atenção que outras? Nada disso é sem querer: nossos olhos seguem aquilo que mais nos agrada. Tudo isso é estudado e faz parte de uma vastidão teórica sobre a fotografia que acaba ficando de lado, já que a maioria dos aplicativos resolve tudo por nós. “É só escolher um efeito legal e ponto final.”

O Instagram registrou, no final do ano passado, 500 milhões de usuários ativos por dia. Meio bilhão de fotógrafos pelo mundo.

Essa nova intimidade com a fotografia, que nasceu e cresceu muito nos últimos tempos, pode ser aproveitada para entender melhor a teoria por trás de um clique. A Revista Zum, do Instituto Moreira Salles, é o portal perfeito para esse novo universo. Nesse artigo, o fotógrafo Mauricio Puls, passa pela pela filosofia, psicologia, cinema e outras áreas do conhecimento e nos oferece um pouco da complexidade de uma escolha que se tornou banal hoje em dia:

cor ou preto e branco?

“É verdade que toda fotografia é uma imagem, mas o aspecto de cada gênero de fotos é bastante diferente. Um fenômeno semelhante ocorre na escultura. Uma estátua de bronze não se parece com uma obra em mármore. […] A primeira é obtida a partir da modelagem da argila, que dá origem à fôrma na qual o metal derretido se transfigura em estátua; já a segunda é produzida por meio do desbaste paulatino de blocos de pedra. As duas são consideradas esculturas, mas modelar a argila e entalhar a pedra são métodos diferentes e produzem resultados diferentes.

[…] A diferença essencial, no caso da fotografia, não reside no método, e sim na matéria-prima inscrita nesse suporte: a substância das imagens em preto e branco é a luz, enquanto a das coloridas é a cor.

Luz e cor obedecem a lógicas muito diversas. A primeira se manifesta nas imagens por meio de uma escala linear que contrapõe valores antagônicos: claridade (presença da luz) e escuridão (ausência). Já a segunda se explicita num círculo de matizes diferentes, mas complementares. Assim, a luz é regida por uma dialética dos opostos, e a cor, por uma dialética dos distintos.”