Radar: Alex Senna

Grafitti e quadrinhos

// Alex Senna
// Orlândia, São Paulo
// Grafitti e quadrinhos
// @alexsenna
// alexsenna.com.br

“Signos universais extraídos do imaginário infantil – corações, pássaros, notas musicais, balões e suas variações de composição são o que parece dar cor a uma obra 90% marcada pelo uso do preto e branco. Daltônico, Senna desenvolveu traços contínuos de apenas uma cor em seus desenhos e cadernos, até o momento em que transpôs para as paredes da cidade, marcando o cenário urbano com uma visualidade simples e claramente afetiva.”

 

Napoli Napoli

São PauloSão Paulo

Nova YorkNova York

 

“A fragilidade exposta dos momentos inventados por Senna contrastam com a dureza agressiva sugerida pela arte urbana. São Paulo, impregnada por vanguardas culturais, contrasta com a essência bucólica da cidade de origem do artista: a interiorana Orlândia. E tal qual a contraposição entre preto e branco, Alex Senna segue buscando contrastes e opostos de modo a encontrar-se em possível harmonia.”

Amsterdam Amsterdam

São Paulo

Cidade do México Cidade do México

COR OU PRETO E BRANCO? RAZÕES DE UMA ESCOLHA by Revista Zum

Quantas fotos você tirou hoje com o seu celular?

Mais do que nunca, é raro passar 24 horas do dia sem ter registrado nenhum momento, seja o almoço em um lugar especial ou o lanche rápido de todos os dias na lanchonete. Com uma câmera ao alcance da mão, todos os momentos passaram a merecer a eternidade capturada por um clique.

O termo “selfie” foi eleito a palavra do não pela Oxford em 2013, mesmo ano em que as vendas de smartphones superaram a quantidade de celulares “normais” vendidos pela primeira vez. Cinco anos depois, somos capazes de evidenciar esse movimento ainda mais forte Além da óbvia facilidade na comunicação e na possibilidade de acesso imediato a tudo que acontece no mundo, a quantidade significativa de celulares nos faz pensar em outras consequências dessa democratização, nas mais diversas áreas do conhecimento.  

Na hora de postar as melhores fotos do dia, como escolher? E no meio da grande quantidade de fotos visualizadas, por que algumas chamam mais atenção que outras? Nada disso é sem querer: nossos olhos seguem aquilo que mais nos agrada. Tudo isso é estudado e faz parte de uma vastidão teórica sobre a fotografia que acaba ficando de lado, já que a maioria dos aplicativos resolve tudo por nós. “É só escolher um efeito legal e ponto final.”

O Instagram registrou, no final do ano passado, 500 milhões de usuários ativos por dia. Meio bilhão de fotógrafos pelo mundo.

Essa nova intimidade com a fotografia, que nasceu e cresceu muito nos últimos tempos, pode ser aproveitada para entender melhor a teoria por trás de um clique. A Revista Zum, do Instituto Moreira Salles, é o portal perfeito para esse novo universo. Nesse artigo, o fotógrafo Mauricio Puls, passa pela pela filosofia, psicologia, cinema e outras áreas do conhecimento e nos oferece um pouco da complexidade de uma escolha que se tornou banal hoje em dia:

cor ou preto e branco?

“É verdade que toda fotografia é uma imagem, mas o aspecto de cada gênero de fotos é bastante diferente. Um fenômeno semelhante ocorre na escultura. Uma estátua de bronze não se parece com uma obra em mármore. […] A primeira é obtida a partir da modelagem da argila, que dá origem à fôrma na qual o metal derretido se transfigura em estátua; já a segunda é produzida por meio do desbaste paulatino de blocos de pedra. As duas são consideradas esculturas, mas modelar a argila e entalhar a pedra são métodos diferentes e produzem resultados diferentes.

[…] A diferença essencial, no caso da fotografia, não reside no método, e sim na matéria-prima inscrita nesse suporte: a substância das imagens em preto e branco é a luz, enquanto a das coloridas é a cor.

Luz e cor obedecem a lógicas muito diversas. A primeira se manifesta nas imagens por meio de uma escala linear que contrapõe valores antagônicos: claridade (presença da luz) e escuridão (ausência). Já a segunda se explicita num círculo de matizes diferentes, mas complementares. Assim, a luz é regida por uma dialética dos opostos, e a cor, por uma dialética dos distintos.”

AS FRONTEIRAS DA LINGUAGEM MINIMALISTA, by Ponto Eletrônico

De uns tempos pra cá, as mesas de bar ganharam uma nova pauta: “o que esse emoji significa?”.

 Alguns alcançam a unanimidade e o consenso geral; outros, geram discussões intermináveis.

Desde disputas entre qual é o coraçãozinho mais apaixonado até desvendar símbolos enigmáticos, aqueles símbolos se fazem mais presentes do que nunca no nosso cotidiano. Por muitas vezes, resumem ou expressam alguns sentimentos de forma singular e que nenhuma frase conseguiria alcançar. Mas por que eles são tão importantes atualmente?

Uma olhada rápida no dicionário é suficiente para entender a complexidade do termo “síntese”. Apesar diversos significados, seja na literatura, na química ou na filosofia, uma das principais definições diz “Agrupamento de elementos concretos ou abstratos em um todo que os resume.”. A dificuldade de síntese é um empecilho da comunicação de qualidade – é só pensar naquele seu tio prolixo no almoço de domingo. Ao mesmo tempo, a habilidade de sintetizar é importante e, por muitas vezes, fundamental para o entendimento da mensagem a ser transmitida.

“No mundo de hoje, hiper ocupado, conectado e plural, a comunicação minimalista ocupa um espaço cada vez maior, desde o fenômeno cultural dos emojis à preferência por mensagens de texto no lugar de ligações telefônicas. Vivemos numa lógica comunicacional que carrega a compressão do máximo de significado em um mínimo de representação simbólica.”

Esse trecho é do excelente artigo da autora Sophie Secaf no Ponto Eletrônico, plataforma da Box1824 que acompanhamos de muito perto, com os seus artigos e reflexões sobre o futuro, através de tendências, cultura, comportamento e consumo.

Hoje em dia, saber sintetizar é mais que uma habilidade admirável: é uma necessidade. Somos expostos a uma quantidade inédita de informações por minuto. Uma comunicação rápida e eficiente e direta ao ponto se tornou hábito de todos, de uma forma quase espontânea. E a pergunta feita lá no início se repete: por que os emojis são tão importantes? Por que usamos e abusamos dessa comunicação minimalista?