A moda em ciclo

A vida útil de um produto se dava de forma linear, do momento em que era produzido, à sua compra e então descarte. O consumo humano, principalmente no que se refere à Moda, seguia esse padrão.

Assim, a quantidade de matérias-prima, energia e recursos necessários para manter esse tipo de cadeia produtiva apenas crescia, junto com o seu desperdício. Um processo de desequilíbrio que destrói os recursos naturais.

A insustentabilidade e os danos desse modelo hoje  estão sendo deixados para trás, graças a iniciativas das chamadas Economia Verde e Economia Circular. Uma dessas práticas que já está sendo utilizada por empresas do ramo da Moda é o upcyclingO termo se refere à transformação de um produto já produzido em algo novo, muitas vezes com novo propósito e valor.

Diferente do processo de reciclagem, o upcycling é realizado sem processos químicos e reduz o consumo de novas matérias-primas, de energia e da poluição da água e do ar. O processo se torna mais sustentável que a própria reciclagem.

A Moda que sempre é ressignificada e caminha por tendências, hoje, mais do que nunca atua como agente transformador frente a essas e outras práticas sustentáveis que podem ser incorporadas na vida cotidiana.

As marcas que incorporam a prática do upcycling dão continuidade ao ciclo de seus produtos e afirmam a sua capacidade de inovação ao aproveitar “antigos” produtos para a criação de novos. Repensar o design, a produção e a forma de consumo não é apenas uma tendência, e sim uma emergência para com o nosso planeta.

Casamento perfeito

“Menos = Mais” é a filosofia da DOBE, minimalista em sua essência. Porém, quando se trata de parcerias que agregam, “mais é mais” e encontramos na Superga um casamento perfeito. A marca italiana, fundada em 1911, cria calçados com design simples que são sinônimos de tradição e, apesar de tantos anos de vida, modernidade.

Além do minimalismo, a qualidade é uma característica comum entre as duas marcas, que prezam por materiais duradouros. As peças são atemporais, confortáveis e coringas que combinam com tudo, essenciais em todo guarda roupa.

Graças a essa união, a DOBE atua como representante de vendas oficial e disponibiliza novos modelos da Superga a cada coleção. Para quem ama design descomplicado, minimalismo, conforto e praticidade, as apostas certas as esperam em um clique.

DOBE + SUPERGA

Coleção Fogo

 

Aquecer. Iluminar. Queimar. O fogo carrega muitos conceitos e possibilidades. A coleção Fogo encadeou duas novidades para a DOBE: lançar uma coleção cápsula focada no autoconhecimento a Astrologia, além de iluminar o caminho da marca para novos públicos.

A DOBE participou do Veste Rio 2017 e proporcionou uma experiência, apresentando mais do que as próprias criações e sim realizando uma imersão no universo da marca para os convidados do evento.

A terra natal, porém, não ficou de fora e os corações dos brasilienses também foram aquecidos: uma pop up foi inaugurada especialmente para o fim de ano no Shopping Iguatemi.

A campanha foi um show a parte. Um grupo de dançarinos profissionais foi convidado para vestir as peças DOBE enquanto encenavam. Os passos foram guiados por um roteiro que buscava exprimir as reações obtidas através do fogo: paixão, queimadura, sofrimento e transformação.

Let it burn.

A que todo mundo veste

A camiseta branca mora em todos os guarda roupas e a maioria das pessoas nem imagina como ela chegou lá. Bom, elas sabem onde compraram a peça, mas não porque o básico dos básicos é vendido em diferentes versões, tamanhos e estilos em praticamente todas as lojas do mundo.

Tudo começou com os macacões que operários das fábricas nova-iorquinas usavam, por baixo da roupa de trabalho, para se aquecer no inverno. No verão, sem tanta utilidade, a peça foi cortada em duas e a parte superior passou a servir como uma “segunda pele”, sendo usada por baixo do uniforme.

Por volta do ano de 1905, a Marinha dos EUA permitiu aos marinheiros  que trabalhavam nas máquinas usar apenas uma peça, a camiseta de baixo, para se sentirem mais confortáveis e trabalhar melhor. Com as guerras, os uniformes dos militares serviram de referência para diversas tendências que são revisitadas até hoje.

Um séculos depois, o conforto continua ditando as escolhas do vestuário e a camiseta branca representa isso perfeitamente: é simples, descomplicada e fácil de combinar. Versatilidade é outra característica da peça, que serve tanto para o ambiente de trabalho quanto para o street wear, basta saber o que combinar. Já escolheu a sua?

White T coleção Terra

Coleção Terra

Felipe Nasr + DOBE

Celebrar o que é vital. Essa foi a proposta da DOBE para uma série de coleções que teriam como tema os quatro elementos considerados básicos e essenciais desde tempos primórdios da vida humana. A estreia aconteceu tendo terra como motto.

A terra, além de ser a base para o fogo, o ar e a água, é o elemento mais sólido e uma característica marcante do cerrado do Distrito Federal, berço da marca. A cor vermelha do solo brasiliense fez bonito como composição para as fotos da campanha.

A coleção é rica em simbologias. O símbolo alquimístico da terra, um triângulo invertido com um traço que o corta, foi estilizado e virou estampa. Os estalactites também foram destaque, já que são formados a partir de gotas de água, significado do nome DOBE, que se acumulam por milhares de anos.

Foram traçadas outras duas relações diretas com a terra natal: uma colaboração com o piloto de corrida Felipe Nasr e outra com a banda Scalene, todos brasilienses, que foram fotografados com as peças da coleção.

Terra como elemento básico, como localidade, como conceito: a DOBE se valeu de todas as vertentes para desenvolver estampas, blusas e camisetas de uma incrível coleção que ainda renderá muitos frutos.

Scalene + DOBE

Gender fluid: o descategorizar

Já te chamou atenção os e-commerces que começaram a tirar a divisão de produtos em masculino e feminino? Ou os que criaram uma terceira divisão que varia entre “agênero”, “sem gênero” ou “gênero fluido”? Isso é resultado da discussão sobre sexualidade e gênero na moda e seu forte impacto.

Por volta de 2014/2015, apareceram looks nas passarelas das semanas de moda internacionais e nacionais que transitavam entre as duas categorias a que sempre fomos acostumados. Começou a tentativa de quebrar a separação das fashion weeks e seus desfiles em feminino e masculino.

O gênero fluido é alguém cuja identidade sexual é variável, podendo passar do masculino ao feminino até o gênero neutro. A moda entendeu a importância de atender essas pessoas, fornecendo roupas que as permitam ser exatamente quem elas são e, principalmente, quem elas querem ser.  

É por isso que a DOBE rompeu com a categorização e passou desenvolver produtos específicos para as novas necessidades. Foram criadas modelagens para se adaptar ao corpo de quem as veste. Afinal, peças genderfluid não são sinônimos de shapes largos e sem muita forma ou estrutura, e sim de versatilidade, fluidez e, acima de tudo, livre de padrões.

O que começou a ganhar atenção a quatro anos atrás já resultou em grandes mudança. Descategorizar is the new black. A DOBE espera que não só a moda, mas o mundo, esteja aberto para discussão, transformação e, o mais importante, aceitação.

Gabi Constantino com look DOBE gender free

Música Minimalista

Música é feita de som e silêncio. Às vezes nem tão notada e valorizada, a ausência de som é o que imprime ritmo e cadência ao que é tocado. Nada mais natural que ela apareça com força na música minimalista.

O minimalismo se traduz como simplicidade, economia e introspecção no que diz respeito à música. Uma nota tocada apenas uma vez ganha muito mais importância. Além disso, a escolha dos – poucos – instrumentos para criar uma textura sempre parece bem pensada e econômica para alcançar o objetivo sonoro, afinal de orquestras o mundo está cheio. Que tal apenas sintetizadores ou só violão?

A sempre competente curadoria do Spotify criou uma playlist de músicas minimalistas para que possamos adentrar nesse mundo: https://open.spotify.com/user/spotify/playlist/37i9dQZF1DX10uaP8FoDNe

Radar: Alex Senna

Grafitti e quadrinhos

// Alex Senna
// Orlândia, São Paulo
// Grafitti e quadrinhos
// @alexsenna
// alexsenna.com.br

“Signos universais extraídos do imaginário infantil – corações, pássaros, notas musicais, balões e suas variações de composição são o que parece dar cor a uma obra 90% marcada pelo uso do preto e branco. Daltônico, Senna desenvolveu traços contínuos de apenas uma cor em seus desenhos e cadernos, até o momento em que transpôs para as paredes da cidade, marcando o cenário urbano com uma visualidade simples e claramente afetiva.”

 

Napoli Napoli

São PauloSão Paulo

Nova YorkNova York

 

“A fragilidade exposta dos momentos inventados por Senna contrastam com a dureza agressiva sugerida pela arte urbana. São Paulo, impregnada por vanguardas culturais, contrasta com a essência bucólica da cidade de origem do artista: a interiorana Orlândia. E tal qual a contraposição entre preto e branco, Alex Senna segue buscando contrastes e opostos de modo a encontrar-se em possível harmonia.”

Amsterdam Amsterdam

São Paulo

Cidade do México Cidade do México

COR OU PRETO E BRANCO? RAZÕES DE UMA ESCOLHA by Revista Zum

Quantas fotos você tirou hoje com o seu celular?

Mais do que nunca, é raro passar 24 horas do dia sem ter registrado nenhum momento, seja o almoço em um lugar especial ou o lanche rápido de todos os dias na lanchonete. Com uma câmera ao alcance da mão, todos os momentos passaram a merecer a eternidade capturada por um clique.

O termo “selfie” foi eleito a palavra do não pela Oxford em 2013, mesmo ano em que as vendas de smartphones superaram a quantidade de celulares “normais” vendidos pela primeira vez. Cinco anos depois, somos capazes de evidenciar esse movimento ainda mais forte Além da óbvia facilidade na comunicação e na possibilidade de acesso imediato a tudo que acontece no mundo, a quantidade significativa de celulares nos faz pensar em outras consequências dessa democratização, nas mais diversas áreas do conhecimento.  

Na hora de postar as melhores fotos do dia, como escolher? E no meio da grande quantidade de fotos visualizadas, por que algumas chamam mais atenção que outras? Nada disso é sem querer: nossos olhos seguem aquilo que mais nos agrada. Tudo isso é estudado e faz parte de uma vastidão teórica sobre a fotografia que acaba ficando de lado, já que a maioria dos aplicativos resolve tudo por nós. “É só escolher um efeito legal e ponto final.”

O Instagram registrou, no final do ano passado, 500 milhões de usuários ativos por dia. Meio bilhão de fotógrafos pelo mundo.

Essa nova intimidade com a fotografia, que nasceu e cresceu muito nos últimos tempos, pode ser aproveitada para entender melhor a teoria por trás de um clique. A Revista Zum, do Instituto Moreira Salles, é o portal perfeito para esse novo universo. Nesse artigo, o fotógrafo Mauricio Puls, passa pela pela filosofia, psicologia, cinema e outras áreas do conhecimento e nos oferece um pouco da complexidade de uma escolha que se tornou banal hoje em dia:

cor ou preto e branco?

“É verdade que toda fotografia é uma imagem, mas o aspecto de cada gênero de fotos é bastante diferente. Um fenômeno semelhante ocorre na escultura. Uma estátua de bronze não se parece com uma obra em mármore. […] A primeira é obtida a partir da modelagem da argila, que dá origem à fôrma na qual o metal derretido se transfigura em estátua; já a segunda é produzida por meio do desbaste paulatino de blocos de pedra. As duas são consideradas esculturas, mas modelar a argila e entalhar a pedra são métodos diferentes e produzem resultados diferentes.

[…] A diferença essencial, no caso da fotografia, não reside no método, e sim na matéria-prima inscrita nesse suporte: a substância das imagens em preto e branco é a luz, enquanto a das coloridas é a cor.

Luz e cor obedecem a lógicas muito diversas. A primeira se manifesta nas imagens por meio de uma escala linear que contrapõe valores antagônicos: claridade (presença da luz) e escuridão (ausência). Já a segunda se explicita num círculo de matizes diferentes, mas complementares. Assim, a luz é regida por uma dialética dos opostos, e a cor, por uma dialética dos distintos.”

AS FRONTEIRAS DA LINGUAGEM MINIMALISTA, by Ponto Eletrônico

De uns tempos pra cá, as mesas de bar ganharam uma nova pauta: “o que esse emoji significa?”.

 Alguns alcançam a unanimidade e o consenso geral; outros, geram discussões intermináveis.

Desde disputas entre qual é o coraçãozinho mais apaixonado até desvendar símbolos enigmáticos, aqueles símbolos se fazem mais presentes do que nunca no nosso cotidiano. Por muitas vezes, resumem ou expressam alguns sentimentos de forma singular e que nenhuma frase conseguiria alcançar. Mas por que eles são tão importantes atualmente?

Uma olhada rápida no dicionário é suficiente para entender a complexidade do termo “síntese”. Apesar diversos significados, seja na literatura, na química ou na filosofia, uma das principais definições diz “Agrupamento de elementos concretos ou abstratos em um todo que os resume.”. A dificuldade de síntese é um empecilho da comunicação de qualidade – é só pensar naquele seu tio prolixo no almoço de domingo. Ao mesmo tempo, a habilidade de sintetizar é importante e, por muitas vezes, fundamental para o entendimento da mensagem a ser transmitida.

“No mundo de hoje, hiper ocupado, conectado e plural, a comunicação minimalista ocupa um espaço cada vez maior, desde o fenômeno cultural dos emojis à preferência por mensagens de texto no lugar de ligações telefônicas. Vivemos numa lógica comunicacional que carrega a compressão do máximo de significado em um mínimo de representação simbólica.”

Esse trecho é do excelente artigo da autora Sophie Secaf no Ponto Eletrônico, plataforma da Box1824 que acompanhamos de muito perto, com os seus artigos e reflexões sobre o futuro, através de tendências, cultura, comportamento e consumo.

Hoje em dia, saber sintetizar é mais que uma habilidade admirável: é uma necessidade. Somos expostos a uma quantidade inédita de informações por minuto. Uma comunicação rápida e eficiente e direta ao ponto se tornou hábito de todos, de uma forma quase espontânea. E a pergunta feita lá no início se repete: por que os emojis são tão importantes? Por que usamos e abusamos dessa comunicação minimalista?